O Prouni e o clientelismo: como o governo financia, a um só tempo, empreśarios do ensino e ONG´s oportunistas.
Uma prática já identificada neste blog, quanto à cidade de Belo Horizonte, parece se projetar em outras localidades do país. Trata-se da compra de supostos militantes para pretensos movimentos sociais, mediante a oferta de bolsas acadêmicas em instituições particulares de ensino superior. O dado estrutural que tal conduta evidencia é a tríplice natureza nefasta do Prouni: a) aplica-se receita de tributos - mediante exonerações - no ensino privado, de modo a se precarizar, ainda mais, a educação pública, custeando-se com dinheiro dos trabalhadores (dada a regressividade do sistema fiscal brasileiro) o lucro de grandes empresários do ensino; b) falsficam-se estatísticas de universalizaçao do ensino superior, por meio da inclusão de pessoas em cursos onde se distribui apenas uma titulação formal, alheia a qualquer processo acadêmico minimamente consistente, mesmo que avaliado sob a restrita lógica da capacitação de mão-de-obra e; c) abre-se uma possibilidade para que, em conluio com ONG´s nada ilibadas, proprietários de instituições de ensino alimentem uma máquina clientelista que conduz à domesticação de movimentos sociais no país. Em suma, trata-se de política, implementada no Governo Lula, triplamente lesiva aos trabalhadores, por atacar seus recursos, o direito à educação e a auto-organização do povo, uma vez que até mesmo movimentos outrora relativamente autônomos acabam por ceder, conduzidos por irresponsáveis direções, ansiosas por qualquer aumento no contigente de militantes, à oferta de vagas como contrapartida de adesão política. Confira-se, abaixo, o exemplo paulista da prática de compra de militantes por meio do PROUNI, já sedimentada em BH desde o ano de 2008: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/01/ult5772u4186.jhtm.
Escrito por Socialista e Democrático às 23h24
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